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Este ano poderá ser mais caótico para voos internacionais do que o passado

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O ano de 2018 acabou sendo muito perturbador para a indústria de aviação e viagens quando, pela primeira vez, mais de dez milhões de passageiros puderam ser elegíveis para compensação de acordo com a EC261. A líder mundial em compensações de voo, AirHelp, prevê que o caos continuará este ano, o que pode levar a mais de 2 bilhões de passageiros a passar por algum tipo de problema em 2019. Entre o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), novas ameaças de greve de grandes companhias aéreas, falta de pilotos e horários de voos sobrecarregados nos aeroportos, a AirHelp prevê que os viajantes devem se preparar para mais caos em 2019. Até 33 mil voos por dia podem ser interrompidos em todo mundo.

“A incerteza do Brexit, novas greves aéreas, falta de pilotos e controladores de tráfego aéreo, bem como horários congestionados na maioria dos aeroportos europeus – acreditamos que os passageiros devem ter mais um ano de atrasos. Dificilmente os passageiros estão familiarizados com seus direitos e reivindiquem o que é legalmente deles”, diz Paloma Salmeron, diretora de comunicação.

No ano passado, quase 15 milhões de passageiros estiveram em voos atrasados no Brasil. Para 2019, previsão é de que o número será ainda maior, por volta de 16,5 milhões de pessoas, ou seja, mais de 45.000 pessoas podem ser afetadas por dia. O aumento do tráfego ameaça levar a ainda mais interrupções de voo e nem as companhias aéreas ou os aeroportos parecem ter tomado medidas suficientes para atender às crescentes demandas de aumento dos volumes de tráfego.

Além disso, confirmada a tendência mundial de aumento, podemos ter mais de 820 mil de voos partindo do Brasil, ou seja, quase 2,5 mil voos por dia. Mas, com mais aviões decolando, podemos ter mais atrasos e, se em 2018 mais de 127.000 voos atrasaram no país, a tendência é que os números possam passar de 132 mil, ou seja, mais de 360 aeronaves (e seus passageiros) podem sofrer com atrasos por dia.

Outro ponto crítico que os passageiros precisam observar, são as datas em que os aeroportos estão mais lotados. No Brasil, de acordo com a estatística de quatro dos últimos cinco anos, o mês de dezembro, mais precisamente próximo dos feriados do fim do ano, é o período em que os passageiros devem ter cuidado redobrado com a superlotação dos aeroportos – a exceção é 2016 onde o período do carnaval foi mais cheio.

Muitos aeroportos precisam agir para atender melhor os viajantes. As pistas poderiam ser ampliadas, e os cronogramas poderiam ser gerenciados com mais eficiência para evitar o congestionamento do tráfego aéreo. Aeroportos menores também podem precisar adicionar terminais dedicados a vôos internacionais, a fim de acelerar procedimentos alfandegários e controles de passaportes. As companhias aéreas, por sua vez, poderiam se concentrar em sua equipe, lutar para contratar mais pilotos, bem como melhorar as condições de trabalho da tripulação de bordo, a fim de evitar novos ataques. A Boeing estima que a demanda seja de 637.000 mais pilotos nos próximos 20 anos.

“A indústria aérea está continuamente falhando com seus passageiros e está claro ela precisa se adaptar às demandas crescentes. Não é segredo que haverá mais viajantes do que nunca, e é ruim ver tantos passageiros decepcionados. É hora de agir contra a tendência preocupante de interrupções. E até que isso seja feito, achamos que é seguro dizer que as principais interrupções nos voos sempre serão um grande problema”, afirma Paloma, que acrescenta: “E enquanto as companhias aéreas negligenciam a solução desses problemas, os viajantes modernos devem procurar seus direitos e certificar-se de que eles sejam tratados de maneira correta ao sofrerem com atrasos e cancelamentos.”

Interrupções de voo: estes são os direitos dos passageiros

Para voos atrasados ou cancelados, e em casos de recusa de embarque, os passageiros podem ter direito a uma compensação financeira de até 700 dólares por pessoa em determinadas circunstâncias. As condições para tal estipulam que o aeroporto de partida deve estar dentro da UE, ou a transportadora aérea deve estar sediada na UE e aterrar na UE. Além disso, o motivo do atraso no vôo deve ser causado pela companhia aérea. A indemnização pode ser reclamada no prazo de três anos após o voo interrompido.

Situações consideradas “circunstâncias extraordinárias”, como tempestades ou emergências médicas, significam que a companhia aérea operadora está isenta da obrigação de compensar passageiros. Em outras palavras, “circunstâncias extraordinárias” não se qualificam para compensação de voo.

Com o aplicativo seguro da AirHelp, os passageiros afetados também podem verificar a elegibilidade do voo enquanto estiverem no aeroporto. O aplicativo vai analisar se um problema de voo se qualifica para compensação e, em seguida, vai registrar uma reivindicação dentro de alguns segundos. O aplicativo AirHelp é gratuito e está disponível na Google Play Store e na Apple App Store.